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18 de fev de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO - Pouco se espera do ensino



    
                 POUCO SE ESPERA DO ENSINO
                        - PEDRO LUSO DE CARVALHO

Sabem, os pais atentos, que a qualidade do ensino formal no Brasil, em todos os níveis, é infinitamente inferior ao ensino que é ministrado em escolas e universidades dos países economicamente desenvolvidos, mesmo porque a riqueza desses países teve como base o que foi investido na cultura.
Há muitas décadas o Brasil mantém péssima qualidade de ensino, mas, nos últimos vinte anos excedeu-se no seu declínio. Dessa realidade, os pais, que iniciam seus filhos nos estudos, precisam estar bem conscientes, pois a ilusão de que frequentam boa escola poderá resultar em maiores prejuízos.
Não se pode ter dúvida de que o Brasil não tem condições econômicas para mudar a precária política de ensino, que vai do primeiro grau até a universidade, política que ainda vigora. O ensino público e o particular são igualmente caóticos. Sofrerá a sociedade, diante de profissionais incompetentes.
Portanto, os pais endinheirados que quiserem para seus filhos uma ótima formação universitária, sabedores que é péssimo o ensino no Brasil, terão que matriculá-los num país desenvolvido. Sabem, esses brasileiros, quais os países com ótimo ensino: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha.
Não podendo matricular os filhos em escolas de países desenvolvidos, os pais podem ajudá-los, independentemente do grau de ensino que cursam, aproximando-os dos livros, embora se trate de tarefa árdua, impossível para muitos pela resistência à prática da leitura. Quê mais fazer, além disso?



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11 de fev de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO – Estradas do Brasil





      ESTRADAS DO BRASIL
          – PEDRO LUSO DE CARVALHO



O jovem casal prepara-se para a viagem. As malas são arrumadas, também os brinquedos da filhinha, de dois anos. O marido está feliz por ver o brilho de felicidade nos olhos da esposa; ela está ansiosa para rever seus pais, em Santa Maria, sua cidade natal, onde com eles viveu até se casar.
Ainda está escuro. A família faz a primeira refeição do dia. O casal fala sobre a distância da viagem; de onde estão, em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, é muito chão até Santa Maria, situada no centro do estado. Os dois rezam em silêncio, antes de deixarem a mesa.
O sol dá o sinal ao casal para partirem. A esposa acomoda a filha no seu banquinho, prendendo-a ao cinto de segurança, no banco de trás; o marido coloca as malas no carro, depois abre a porta da garagem e espera pela esposa, que faz revisão nas janelas e fecha as portas.
O carro já está rodando na estrada estadual, com o sol refletindo no para-brisa, em velocidade um pouco acima da permitida por lei. A esposa adverte o marido, com o cuidado necessário para não magoá-lo: “Vamos obedecer a lei, amor, para não sermos multados”.
O marido diminui a velocidade do carro, atendendo ao pedido da esposa; depois se dá conta de que a estrada é perigosa, com uma única pista, de ida e vinda, sem acostamento, com asfalto em estado precário, com muitas falhas e alguns buracos, sempre com risco de acidentes.
O sol dificulta a visão. A esposa fala para espantar o sono; depois avista um carro vermelho vindo no sentido contrário, em alta velocidade, já próximo à curva, diante deles. Dá-se a colisão frontal, com estrondo. O casal e a filhinha morrem; também morre o homem do carro vermelho.



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5 de fev de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO - Da Crueldade do Homem



        
   DA CRUELDADE DO HOMEM
         - PEDRO LUSO DE CARVALHO


Não se pode ter dúvida de que o homem é, dentre os outros animais, o único dotado de crueldade. O homem é o único que escraviza, o único que tortura. Não se pode dizer que o homem mata em sua própria defesa ou em defesa de terceiros. Há casos em que tal hipótese pode ser verdadeira. Mas não é a regra.
Se quisermos um homem exceção, aquele que não usa as armas convencionais para a defesa de seu povo, podemos tirar do fundo da História talvez um único homem com tal mérito: Mahatma Gandhi. Esse homem tornou-se respeitado por todo o mundo ao libertar a Índia, sem o uso da violência, do império Britânico.
Deixando de fora essa honrosa exceção, volto à regra, que é o comportamento do homem cruel. Escolho para isso o registro histórico da matança de mais de 60 milhões de pessoas, em todos os quadrantes do mundo, no tempo de cinco anos, entre os anos de 1939 a 1945, que foi o tempo da Segunda Guerra.
Com tantas mortes nesse conflito mundial, não se pode responsabilizar apenas a Alemanha, mesmo porque não é esse o objetivo desta crônica. Portanto, sendo o tema a crueldade do homem, basta que se escolha, dentre os participantes do conflito, apenas o modelo do que seja o homem cruel: Adolf Hitler.
Tempos atrás havia quem negasse a existência do Holocausto, o que é inconcebível. Lembro-me que cerca dez anos foi editado um livro aqui em Porto Alegre, cujo título já era a negativa do Holocausto. Medidas judiciais foram tomadas para evitar a divulgação do livro, o que felizmente aconteceu.
Hoje, não se pode negar os crimes cometidos pela Alemanha, entre outros países, na Segunda Guerra Mundial. Mais que centenas de livros sobre o Holocausto, existem também centenas de filmes no YouTube, filmados pelos soldados de Hitler, nos quais estão explícitas a crueldade do homem.



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29 de jan de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO - Quando Falha a Educação



            
         QUANDO FALHA A EDUCAÇÃO
                      - PEDRO LUSO DE CARVALHO

Os pais que se esforçam para criar e educar os seus filhos querem vê-los vencedores nas lutas que haverão de travar pelas melhores posições que a sociedade reserva aos intrépidos. Alguns deles poderão ter poder e acumular muita riqueza. Ao pensarem nessas vitórias de seus filhos, os pais sentem-se recompensados pelos esforços empreendidos.
Os filhos, que são estimulados pelos pais a vencer, prepararam-se unicamente para esse fim. Estarão sempre se aprimorando para levantar novos troféus, pela vida afora. Sendo assim, não terão ouvidos para o clamor que vem das ruas, pois o sentimento de solidariedade não fez parte da educação que seus pais erroneamente administraram.
Não será melhor a educação voltada principalmente para os valores do caráter? Não tenho dúvida de que são muitos os pais que se preocupam com esses valores para os seus filhos, mas, por outro lado, a prática me diz que muitos outros pais almejam para os seus filhos uma sólida formação profissional, visando independência econômica para eles, acima de tudo.
No Brasil pode-se constatar que muitos desses filhos, que foram orientados para o sucesso, por seus pais, chegaram em universidades e delas saíram com seus diplomas de bacharéis em Direito, Medicina, Economia, Sociologia, Psicologia, entre outros. Imaginariam alguns desses pais que seus filhos estariam presos em cadeias de Curitiba, do Rio de Janeiro, de Brasília, por corrupção?
Neste país, bandidos pobres morrem cedo, na luta que travam com seus rivais de tráfico de drogas e com a polícia. Sem nenhum privilégio, são jogados em penitenciárias lotadas e imundas. Ali eles se preparam para cruéis matanças entre bandos rivais. Já os ladrões ricos, que roubaram a Petrobras, cumprem suas penas junto das esposas, em luxuosas casas.



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22 de jan de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO – Os Pensadores




     

  
OS PENSADORES
 PEDRO LUSO DE CARVALHO



O gosto pelo estudo da Filosofia antecedeu meu ingresso na Faculdade de Direito, onde continuei a estudá-la - havia Filosofia do Direito no currículo. Antes disso, tive de descobrir que, com linguagem rebuscada, os filósofos escondiam o simples da vida.
Aqui e ali apresentavam-se questões que pediam soluções: quem pode ser filósofo? A paciência ajudou-me a encontrar a solução para essa questão: o filósofo é aquela pessoa que se dedica a pensar a respeito da existência, sobre o homem e a sociedade, sobre a vida.
Pode-se questionar: o graduado em Faculdade de Filosofia é filósofo? Resposta simples: dedicando-se a pensar os problemas das pessoas e da sociedade, na busca de suas soluções, será filósofo; não tendo essa predisposição, não passará de bacharel em Filosofia.
Em tempos modernos, pensadores ainda se entregam a estudos da alma e da existência de Deus. A religiosidade terá sempre o seu lugar entre eles. Hoje, entendemos as suas ideias com necessária clareza, já que outra é a forma, e a linguagem ficou despojada.
Um outro fato importante, que nem sempre nos damos conta, diz respeito à "presença" da Filosofia nas obras de poetas e ficcionistas. Uma poesia lida com atenção nos dirá que o poeta é um pensador. O mesmo pode acontecer quando lemos obra de ficção.
Alguns dos escritores que contribuíram para que a Filosofia se manifestasse pela literatura: Fernando Pessoa, Drummond, Neruda, Paz, Borges, Eliot, (poesia); Machado de Assis, Eça, Faulkner, Kafka, Joyce, Tolstoi, Dostoiévski, Cervantes (romance).


    
        
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14 de jan de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO – Injustiça, Ação e Reação




     
        
INJUSTIÇA, AÇÃO E REAÇÃO
PEDRO LUSO DE CARVALHO


A prática de atos de injustiça é própria do ser humano. É-lhe própria também a reação contra essa ação. Não são todas as pessoas que conseguem reagir contra a injustiça, mas é certo que grande parte reage quando são atacadas na sua honra ou mediante agressão física.
É, portanto, igualmente própria do ser humano a reação contra ação que resulte em injustiça. É impossível, no entanto, prever quando se dará essa reação, como impossível será prever-se em que proporção ela se dará – terá a mesma proporcionalidade da agressão?
Mas, independentemente da proporcionalidade da reação, pela pessoa ofendida, o certo é que sempre poderá haver prejuízos para agressor e agredido, no que respeita ao relacionamento que antes existia, e que poderá sucumbir pela impossibilidade de reaproximação.
No plano ideal, a conduta equilibrada do homem eliminaria a possibilidade da prática de quaisquer ações injustas, mas sendo outra a realidade, há que pensar-se bem antes que se pratique atos ofensivos a outrem, para que se evite o mal que pode causar irada reação do ofendido.




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7 de jan de 2017

[Crônica] PEDRO LUSO – Os Pequenos Gestos




           

            OS PEQUENOS GESTOS
                   – PEDRO LUSO DE CARVALHO



Um pequeno gesto, que pode parecer desimportante para quem o faz, assim não será, muitas vezes, para quem o recebe. Um pequeno gesto pode ter o condão de recolocar vidas no seu prumo.
Imaginemos o ator, no teatro, ter esquecido parte da fala do personagem, e ouvir o diretor da peça dizer-lhe, ao invés de reprimenda pelo lapso de memória, que o seu improviso superou aquela parte do texto original.
Imaginemos o médico deixar o centro cirúrgico, onde tentava salvar a vida de seu paciente em arriscada cirurgia, para comunicar a sua morte à pessoa que esperava por notícia, e ouvir tão somente agradecimento pela incansável dedicação.
Imaginemos o advogado, no tribunal do júri, que ouve o juiz proferir sentença condenando à prisão o seu cliente, e, inobstante isso, sentir-se envolvido pelo abraço da mãe do condenado, numa homenagem à sua bravura e lealdade.
Aqueles a quem esses pequenos gestos de consolo e de gratidão são destinados, quando se deparam com derrotas, certamente poderão reunir as forças necessárias para os futuros embates, que lhes imporá a vida.




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1 de jan de 2017

[Conto] PEDRO LUSO – O Cliente




              

       O CLIENTE
                – PEDRO LUSO DE CARVALHO


O advogado aguarda um cliente, que havia marcado consulta. “É possível que não venha, com toda essa chuva", diz ele para si mesmo. Logo a companhia do interfone toca; é a secretária avisando que chegara o cliente. “Vou conduzi-lo à à sua sala”, diz ela. Não tarda em entrar, fazendo-se acompanhar pelo estranho.
A secretária indica ao homem o lugar para sentar-se. Ele ajeita-se na poltrona, postada em frente à espaçosa mesa, que o separa do advogado. Os dois olham-se atentos e desconfiados, um para o outro. O homem passa a mão na lapela do elegante paletó, fazendo respingar gotículas de água nos óculos do advogado.
Daí em diante o homem passa a narrar os fatos relativos ao desentendimento que tivera com um dos seus inquilinos, que foi a razão da sua consulta. Diz ele ao advogado, que a honra de um homem deve ser sagrada, o que seu inquilino desconhecia, tanto que foi a sua honra que ofendeu, o que é imperdoável para ele.
O inquilino ofendeu a minha honra na frente de várias pessoas do edifício, doutor – queixa-se o homem.
O advogado diz ao homem que ele poderá ajuizar ação de indenização, por dano moral, contra o inquilino. Os olhos do homem brilham depois dessa orientação. Diz que é exatamente isso que pretende fazer. O advogado pergunta se as duas pessoas que ouviram as ofensas poderiam depor em juízo, a seu favor.
Isso não será possível doutor, eles disseram que não querem incômodo – afirma o homem.
O advogado mantém-se atento ao que lhe narra o homem. Aproveita para lhe esclarecer que sem provas, sobre tais ofensas contra a sua honra, não terá ele condições jurídicas para ajuizar a ação contra o inquilino. “Não espere o senhor que eu vá me aventurar numa causa em que nada poderá ser provado”, diz o advogado.
Não se preocupe quanto a isso, doutor, eu tenho dois bons amigos que poderão testemunhar a meu favor, mesmo não tendo presenciado as ofensas; eles dirão o que o senhor quiser – diz o homem, num só fôlego.
O advogado levanta-se de sua poltrona, um tanto nervoso, e pergunta ao homem: “Então o senhor pensa que me presto para essa farsa?” O advogado procura acalmar-se, depois senta-se, e aí fica em silêncio por algum tempo, sem olhar para o homem. Já de posse de seu equilíbrio emocional, chama a secretária e lhe diz:
Este senhor quer se retirar, faça o favor de acompanhá-lo até a porta.

  

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26 de dez de 2016

[Conto] PEDRO LUSO – O Velho




                     

           O VELHO
           – PEDRO LUSO DE CARVALHO


A acompanhante observa o velho. Ela está preocupada. Sente que ele não está bem, ali na sala de estar, em meio a tanta gente, no dia em que se reuniram filhos, netos e bisnetos para comemorar o seu aniversário. Está fazendo noventa anos. A ela não passa despercebido que os jovens gostariam de estar bem longe dali, onde se encontravam os seus amigos.
Terminado o jantar, o velho logo se retira para o quarto, apoiando-se no braço firme da acompanhante, que o deixa sentado na poltrona, ao lado da cama. Ali o velho permanece por algum tempo. Através do vidro da janela ele vê duas árvores grandes, no pátio, que sempre florescem na Primavera. Ao sentir-se emocionado, desvia o olhar da janela.
As mãos enrugadas, desenhadas por azuladas veias, repousam sobre os joelhos magros, como pássaros feridos. O corpo do velho treme, por alguns instantes, sobre a poltrona. Então lhe veem à mente lembranças do bom tempo que viveu ao lado da esposa, já falecida. Atualmente ela está no porta-retratos, sobre a mesinha. Ele leva a foto à altura do rosto e a beija.
Agora o velho está calmo e lúcido. Sabe ele que percorreu o caminho que tinha para percorrer. Tem ele a consciência de que soube cumprir o seu destino honestamente, e não ignora que não há mais nada que possa fazer aqui. Sente-se impaciente ao pensar na morte; impaciência que é fruto da longa espera. Pergunta o velho, em voz baixa: “Por que esta cruel espera?”
O velho afrouxa um pouco a gravata, depois levanta-se da poltrona e alisa com as longas mãos o paletó amassado, fazendo movimentos quase imperceptíveis, por lhe faltar força. Com as pernas um pouco trêmulas, mantém-se de pé enquanto ajeita a gola da camisa, por ser importante os cuidados com o vestuário, ainda mais agora que que vai encontrar-se com a esposa.
Depois o velho deita-se na cama macia, puxa as duas pontas do paletó para lhe tirar os amassados, acomoda a cabeça no travesseiro, estica as pernas, junta os pés, coloca as mãos sobre o peito, uma sobre a outra, e fecha os olhos. Ali permanece quieto, e retém a respiração para ouvir o zunir do vento. As suas fortes lufadas contra a janela revivem a distante infância.
Assim permanece o velho, dignamente preparado para o própio velório. Enquanto espera por isso, mantém-se esticado sobre a cama. O vento fustiga a janela, sem lhe causar o temor que sentia quando menino. O vento agora vem para apagar a réstia de luz que tem nos olhos. Amanhece. A cuidadora entra no quarto do velho e baixa, com respeito, as cansadas pálpebras.



   
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17 de dez de 2016

[Crônica] PEDRO LUSO – Política e Ladrões




           
 POLÍTICA E LADRÕES

              PEDRO LUSO DE CARVALHO


Nos dias que correm, o jornalismo investigativo de todas as mídias mostra-nos a mais estupenda corrupção jamais vista no Brasil. Elevado número de políticos da Câmara e do Senado estão envolvidos em crimes com poderosos empreiteiros. Espantadas, perguntam-se as pessoas: “O que mais noticiarão amanhã?”
O dia seguinte esperado chega com notícias de mais crimes cometidos por políticos e empreiteiros. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público dão a conhecer ao público os nomes de novos criminosos, que vão se somar a outros tantos que já são réus ou aguardam a conclusão dos inquéritos da polícia.
A dura realidade dessa miséria brasileira apareceu depois de 2014, com a reeleição da senhora Dilma Rousseff. Até aí não sabíamos que o nosso barco há muito tempo estava afundando. A surpresa foi geral, pelo menos para a maioria. A declaração de impeachment pelo Senado da República deixou às claras a ruína.
Os treze anos do Governo do Partido dos Trabalhadores foram decisivos para a ruína. O desemprego chegou à casa dos doze milhões. Os hospitais estão carentes de leitos e de médicos. A violência tomou conta de grandes e pequenas cidades. Em Porto Alegre, delinquentes presos são mantidos nos carros da polícia.
Felizmente, temos ainda instituições confiáveis: a Polícia Federal, a Procuradoria da Justiça e a Justiça Federal, da qual o juiz Sérgio Moro é o maior exemplo de honestidade e dedicação ao seu mister de julgar. São esses servidores da justiça que nos dão a esperança de vermos condenados os ex-políticos e empreiteiros.
Quanto aos políticos da Câmara e do Senado, que aguardam por julgamentos pelos crimes de desvio de dinheiro público, em especial da Petrobras, não temos a expectativa de condenação, em razão do posicionamento de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, que não conta em seu quadro um ou mais Sérgio Moro.



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